segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Carina, mana linda, eu amo você.

Quem foi que cantou tantas vezes pra mim? Quem foi que dançou comigo? Quem foi que jogou bola comigo? Quem foi que sempre desenhava pra mim? Quem foi que brincou de amarelinha e de pular corda? Quem me embalou, quem sorriu pra mim, quem agüentou todas as minhas chatices e birras de criança? Quem que dava risada comigo, e fazia patetices? Quem que assistia o Jason na TV e me dava sustos depois? Quem assistia TV comigo? Quem tentava me distrair e me fazer rir quando as coisas estavam mal? Quem me aturou te incomodando, e incomodando teus namorados? Quem teve tanta paciência comigo? Quem sempre esteve presente, teve as melhores idéias para saídas e viagens? Quem sempre contou as melhores piadas, quem sempre teve as melhores conversas, quem sempre foi a alma da família? Quem é que vai me ensinar a dirigir daqui uns tempos, hein hein? HÁ !
Você, Carina. Você, minha irmãzinha linda que eu amo.
Não preciso de uma data especial pra te dizer o quanto te amo. Não mesmo.
Você me aturou quando criança, e agora, me apóia (e atura mais ainda) quando adolescente. Você, mana, que é a irmã com quem eu mais falo, que sabe das coisas e dos dramas, você que lê meu blog e não acha idiota, você que faz tantas, tantas coisas por mim...
Você foi a primeira pessoa que me viu pronta pra festa de 15, e a tua expressão eu nunca vou esquecer. Você é uma grande amiga, Carina; uma grande irmã.
E, eu me lembro de tantas coisas que nós já passamos, tantas conversas, risadas, deboches, algumas brigas, mas nada que nos mudasse. Sei que eu ainda sou meio “pirralha”, e que não posso fazer muita coisa, mas sempre, mana, sempre que precisar de alguma coisa, qualquer coisa, pode contar comigo, porque eu vou te ajudar sempre.
E, mesmo que você vá embora, eu sei que não é pra sempre. Eu vou sentir saudades, mana.
Eu te amo muito, te amo pra sempre

domingo, 30 de janeiro de 2011

Você nunca vai saber crescer, Antônia Caroline.

Crescer, envolve dor.
Dor é ser tratada como opção, como uma coisa sem importância. Dor é ter que aceitar e compreender tudo. Dor é ter que se fazer de feliz, ter que fazer de conta que compreende, dor é ser esquecida e trocada. Dor é ver que todo mundo têm alguém, e que você, é só mera distração na vida das pessoas.  Dor é ver as pessoas pensarem que você é dramática, quando, na verdade, não sabem da metade das coisas que passam pela sua cabeça.
Porque, ninguém sabe. Sobre o que realmente interessa você é fechada. Você não fala, você guarda pra si, você vive um mundo à parte. Um mundo onde as pessoas são boas, onde as coisas acabam realmente bem e felizes. Ninguém sabe o que você pensa, afinal, você é mero cenário, se mistura facilmente com a paisagem. Ninguém está realmente preocupado.
Você  aprendeu que tem que ser fechada, que seus pensamentos não são exatamente o que as pessoas querem ouvir, querem saber. Você sabe que as pessoas mentem, você já se machucou por conta disso.
Algumas pessoas dizem que se importam, que te amam, que nunca vão te machucar, dizem que morreriam por você. As pessoas mentem.
Você sabe que tem que aprender a lidar com a dor, e que tem que crescer. Sabe que tem que largar seu mundinho fantasioso, você tem ciência disso. Mas você não sabe se tem coragem pra isso. É difícil.
Nem todas as coisas são como você quer que sejam. Mas você pensou que fossem. De novo, você esqueceu que tem que crescer, e, no mundo dos adultos, é cada um por si. Mundo difícil...
Você quer voltar pra infância, porque nela, só se doía a dor física. E, mesmo ela estando logo ali, em outra esquina, desde que você mudou de rua, as coisas mudaram drasticamente.
Você não sofre, você faz drama. Porque, realmente, ninguém se importa, nem nunca se importará. E, você é fechada, Antônia Caroline, você nunca vai abrir seu mundo e seu coração pras pessoas. Você é fechada, Antônia Caroline, seus pensamentos são só seus. Você é possessiva, e você é uma ingênua, Antônia Caroline.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Enchente no Rio de Janeiro;

enchente em Santa Catarina;
seca em parte do Rio Grande do Sul, temporais na outra parte do estado.

Meu Deus, o que é isso?
Naturalmente, não é castigo de Deus, não? A culpa é toda do homem, que não sabe desfrutar das coisas.

Adultos, é um mundo assim que vocês desejam deixar para os filhos? Um mundo em vias de catástrofes ecológicas?
Já pensaram em como será daqui a alguns anos se continuarem nesse ritmo de destruição e poluição? Já pararam pra pensar no mal que fazemos a Floresta Amazônica desmatando ela desse jeito? No mal que infligimos aos pobres animais indefesos que nela vivem? Já parou pra pensar em como seria se não existisse mais árvores, ou animais, ou até mesmo a água? Você sabe bem que sem água não vivemos. Se não estão preocupados com o seu futuro, preocupem-se com o dos seus filhos.

E, sinceramente, nunca observaram com atenção o espetáculo que a natureza nos proporciona? Viver enclausurado na cidade obviamente não ajuda, mas isso não nos dá o direito de destruir o que há de mais belo na Terra.
Você provavelmente já assistiu "O dia depois de amanhã", e "2012". Fique com medo. Se for pra ajudar o planeta, esse medo só vai fazer bem a todos nós.


"Quando a última árvore tiver caído,
o último rio tiver secado,
o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come."

Diz tudo.

Existe uma lenda,

acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouví-lo, e Deus sorri no céu... Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos, é o que diz a lenda.

"Eu sei... Cada um de nós tem dentro de si alguma coisa que não pode ser negada, ainda que nos faça gritar, gritar até o fim. Somos o que somos, e pronto.Como a velha lenda celta do pássaro com o espinho no peito, que canta até morrer. Porque precisa fazê-lo, porque é levado a isso. Podemos saber que vamos errar antes até de cometer o erro, mas o conhecimento de nós mesmos não afeta nem muda o resultado. Cada qual entoa o seu canto, convencido de que é o canto mais maravilhoso que o mundo já ouviu. Você não vê? Criamos nossos próprios espinhos e nunca nos detemos para avaliar o custo. A única coisa que podemos fazer é sofrer a dor e dizer intimamente que valeu a pena.


                                                                                     (pg. 491)


"O pássara com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável; impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando. No instante em que o espinho penetra não há consciência nele do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos. Compreendemos. E ainda assim, o fazemos. (pg. 668)

                                                                                               (Pássaros Feridos)



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

...

E o que fazer
Quando não estão mais nem aí para você?
Quando seu mundo não passa de uma prisão?

E o que dizer
Quando a sua vida não é igual à da TV?
Quando as pessoas tratam mal seu coração?

E como agir
Se mãos amigas se transformam em punhais?
E todos acham que você não é capaz?

E o que sentir
Quando até mesmo você chega a duvidar
Que ainda existe alguma chance de virar
O jogo pra você

E o que fazer?

(Fresno; Quebre as correntes)

Eu to cansada.

Cansada de toda essa falsidade, de toda essa hipocrisia. Cansada de ser sozinha, de ninguém se importar. Cansada de não ter amigos, nem uma vida; cansada de chorar, cansada de pensar no futuro, cansada de sentir saudades, cansada de falsas expectativas e tantas frustrações. Cansada de promessas não cumpridas, cansada de mentiras. Cansada de ser excluída, de ser mal tratada, de ser deixada de lado. Cansada de ser chorona, de ser idiota, de ser tapada. Cansada de me preocupar com os outros, de ser legal e boazinha.
To cansada de viver.
Só o que eu quero, é a minha praia, e o caminho mais longe dessa cidade (e dessa vida) que possa existir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

...

Você já se sentiu como estivesse desmoronando?
Você já se sentiu deslocado?
Como se você não se encaixasse
E ninguém te entende?


Você já quis fugir?
Você se tranca em seu quarto?
Com o rádio ligado tão alto,
Que ninguém te ouve gritar

Não, você não sabe como é isso.
Quando nada parece certo
Você não sabe como é
Ser como eu...

Ser machucado, sentir-se perdido
Ser deixado no escuro
Ser chutado quando você está caído
Sentir-se maltratado
Estar à beira de entrar em colapso
E ninguém está lá para te salvar
Não você não sabe como é
Bem-vindo á minha vida

Você quer ser outra pessoa?
Você está cansado de se sentir excluído?
Você está desesperado para encontrar algo mais
Antes de sua vida acabar?

Você está preso em um mundo que você odeia?
Você está cansado de todos a volta?
Com grandes falsos sorrisos e mentiras estúpidas
Enquanto lá dentro você está sangrando

Não, você não sabe como é
Quando nada parece certo
Você não sabe como é
Ser como eu...

Welcome to my life.        
            
                                              (Simple Plan)

Quando minha mãe ta estressada eu fico tipo...

"Estava em vias de ir à sua terra,

em vias de retornar ao lugar onde tivera uma família. Se não fosse por Voldemort, em Godric's Hollow ele teria crescido e passado todas as férias escolares. Poderia ter convidado amigos à sua casa... Poderia até ter tido irmãos e irmãs... Sua mãe é que teria feito o seu bolo de dezessete anos. A vida que ele perdera nunca lhe parecera tão real como neste momento em que sabia estar prestes a conhecer o lugar em que tudo lhe fora roubado"

                           (Harry Potter e As Relíquias da Morte ; pg. 253)

Mamma Mia ::




Ela continua crescendo
Escorregando por entre meus dedos o tempo todo.

As vezes eu gostaria de poder congelar a imagem
E salvá-la dos truques engraçados do tempo
Escorregando pelos meus dedos...
Escorregando pelos meus dedos o tempo todo.

Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.

Léo Tolstoy

::

bons tempos...

Coqueiro e figueira dos matos, e a bela Lagoa dos Patos, verdadeiro tesouro.

Em geral, eu preciso de um tempo pra me acostumar com a idéia de que as pessoas nao precisam de mim.

Com a idéia de que eu posso ser facilmente substituída e que tem gente que me odeia.
E que as pessoas vão ser estúpidas comigo, e que eu não sou mais criança.
Tempo, pra aceitar a idéia de que por mais que eu quebre a cara, eu sempre perdoo e esqueço. É da minha natureza, e  não consigo mudar.
Pra aceitar a idéia de que não vão mais tomar cuidado pra não me machucar, não vão me segurar pra não cair, não vão interceder.
Eu preciso de tempo, pra me tocar que tenho que crescer, e parar de bancar o bebê decepcionado.

Eu preciso de muito tempo pra aprender a ser sozinha; porque, como diz minha mana, "companhia nem sempre significa segurança".

E mais tempo ainda, pra aceitar a vida, bem assim como ela é.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sabe...

Às vezes dói muito ter que se fazer de forte, ter que sorrir quando se quer chorar, ter que ficar quando se quer fugir.
Dói muito fazer as coisas pra alegrar os outros e, em troca, escutar palavras rudes.
Dói ser gentil, carinhosa, dói ser espontânea, e em troca receber estupidez.

Dói ser eu, sabia? Dói, bastante.
Indiferença dói, estupidez dói, falta de atenção dói, hipocrisia dói, falsidade dói... Muita coisa dói.
Está mais do que na hora de crescer, e aprender que, ao que parece, viver dói.

Orgulho de ser do Rio Grande.

Deus é gaúcho
Da espora e mango
Foi maragato ou foi chimango
Querência amada
Meu céu de anil
Este Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante
Na bandeira do Brasil