terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Bagunçou minha casa, bagunçou minha vida.





     Minha Mia

Um mês comigo já, minha malinha.
Um mês correndo pela casa, fugindo de mim, se escondendo, me arranhando, me mordendo, dando trabalho, miando pela casa, não gostando de tomar banho, derrubando tudo que enxerga, achando que tudo é brinquedo, comendo todos os cabos de todos os aparelhos que enxerga, querendo assassinar o passarinho e a tartaruga da mamãe,
querendo comer os enfeites do pinheiro de natal,
dormindo na cama da mamãe e querendo todo o espaço pra si, acordando a mamãe de manhã cedo, ou dormindo até tarde, não deixando a mamãe usar o computador ou ler um livro. Procurando a mamãe pela casa, pulando no papai quando ele vem visitar, dando uns ataques de loucura que ninguém segura, pulando e subindo em tudo, sendo carente, adorando um colo de algum estranho, subindo nas árvores e deixando a mamãe louca te procurando, pulando no meu colo, se agarrando nas minhas pernas, me seguindo por toda a casa.















Mas, mesmo a mamãe dando uns gritos contigo, perdendo a paciência, mesmo dizendo que vai te mandar passar uns dias na casa do papai, mesmo dizendo que vai te dar pra adoção, mesmo te chamando de monstrinho, dizendo que não te aguenta mais, que não sabe o que tinha na cabeça quando te aceitou, que tu és chata pra caramba, mesmo a mamãe querendo te dar um sumiço, a mamãe te ama.
















                                                                               

É tu que me faz companhia, que fica comigo o tempo todo que fico no computador, não importa quantas horas sejam. Ou fica assistindo tv comigo, dormindo no meu colo.
Dorme comigo de tarde, me segue pela casa, mia quando eu saio de casa, fica ronronando igual um trator de noite, dorme na minha cama, às vezes até a hora que eu levanto, às vezes miando e me acordando pra abrir a porta pra ti sair.
                                                                           

Fica a coisa mais amada do mundo quando está dormindo, fica com ciúmes da sobrinha da mamãe e também tem ciúmes do papai. Quando o papai tá aqui, vai e deita no meu colo e não gosta que ele chegue perto de mim. Me assusta fazendo eu achar que tu estás enxergando espíritos. Quer perseguir o cursor do mouse, briga com teu próprio reflexo no espelho, fica muito invocada quando a mamãe vai jogar video game, quer comer o controle do wii e quer pular na tela da tv pra pegar as coisas em movimento. Tem uma tendência a brigar com meus bichinhos de pelúcia e quer comer as páginas dos meus livros.






Mas, toda vez que eu te chamo, e tu vens correndo pro meu colo, toda vez que parece que sente que eu não estou bem e fica comigo, toda vez que mostra que tá apegada em mim... Não importa o resto.
Não importa as brigas, os gritos, as coisas quebradas, destruídas...

Tu és meu bebê, minha filinha, minha obrigação. Vai estar comigo sempre, vou cuidar de ti, tu vais cuidar de mim, vai me perseguir, me assombrar, me assustar.
Tu vai ser mais fiel que muitas pessoas.




E eu sei, por mais que muitos digam que não, eu sei que tu entendes muita coisa, e eu sei que tens sentimentos.
Sei que é só uma gatinha, só um filhote. Mas eu te amo. Não consigo pensar em ficar sem ti agora, tu és minha companheirinha. E vai estar comigo por muitos e muitos anos ainda.
Eu te amo muito, minha Mia. E tu vales mais que muitas pessoas.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

30 coisas sobre mim:

1º Livros são as coisas que eu mais amo no mundo.
2º Música é o que me mantém sã.
3º Sou muito ciumenta.
4º Sou muito carente.
5º Ainda assisto e amo os filmes da Disney.
6º Sou apaixonada por carros, principalmente os velozes, bonitos e caros hehe
7º Amo muito a minha família.
8º Sou muito sensível.
9º Nunca digo "eu te amo" em vão.
9º Confio muito fácil nas pessoas.
10º Amo demais os animais e tenho pavor de violência contra eles.
11º Perdoo muito fácil as pessoas.
12º Tenho dificuldade em me relacionar com gente da minha idade hehe
13º Me decepciono facilmente.
14º Sou um monstro quando estou na tpm hehe
15º Sou possessiva com as pessoas que amo.
16º Acredito em finais felizes.
17º Sou muito preguiçosa.
18° Sou meio birrenta e mimada (ÀS VEZES)
19º Adoro escrever, e se tivesse criatividade, escreveria um livro.
20° Odeio minha escola nova. Odeio estudar.
21º Preciso, necessito, vou morrer se não for ao Walt Disney World.
22º Sou infantil às vezes.
23º Tenho medo de perder quem eu amo.
24º Tenho ligirofobia e aracnofobia.
25º Mudo de humor muito rápido e muitas vezes por dia.
26º Sou monossilábica quando estou chateada, com ciúmes ou até mesmo brava.
27º Sou muito brava hehe
28º Sou chorona.
29º Adoraria ajudar todas as pessoas e os animais do mundo que sofrem.
30º Em geral, surpreendo as pessoas que me rotulam.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Trincar os dentes, cerrar os punhos com muita força, engolir o choro e mentir pra si mesma, todos os dias: eu sou forte.
Isso cansa.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Só não me chame de fraca. Você não imagina quantas vezes pedi pra mim mesma para parar de chorar, e tive que sair por aí com um sorriso que não era meu.


                                                      —A Orfã

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lost, with no direction. My faith is shaking.

Eu não posso falar tudo o que está preso aqui dentro, só sobrariam lágrimas e um coração machucado.
Eu não quero chorar, não quero cometer os mesmos erros, não quero me machucar de novo, não quero novas cicatrizes pra velhos machucados...
Mas cansa tanto ser forte o tempo inteiro...
Cansa tanto não ter quem te ouça, quem te dê colo, carinho, compreensão.
Cansa tanto guardar tudo pra si mesmo, aguentar tudo calada, chorar sozinha ou engolir o choro.
Eu quero colo, quero um ombro pra chorar, quero compreensão, quero alguém que escute tudo o que eu tenho pra dizer, alguém que me entenda, que diga que vai ficar tudo bem.
Quero não ter que enfrentar toda essa barra, todos os meus medos, toda essa confusão sozinha.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

É horrível.

É horrível ter muita coisa pra dizer, mas ninguém para escutar.
É horrível ver as pessoas que você ama te deixando.
É horrível ver o quanto as coisas estão mudando... Ver o quanto as pessoas estão mudando.
É horrível se sentir indefesa, se sentir sozinha, se sentir indesejada.
É horrível tentar ser o melhor possível, e teus pais não reconhecerem isso.
É horrível fazer de tudo pra tentar não magoar ninguém.
É horrível ser magoada tantas vezes seguidas, e ainda ter que colocar um sorriso no rosto.
É horrível tentar ser forte, fingir que não ligo, que não sinto, que não me importo.
São horríveis esses dias vazios, sem vontade de fazer nada, sem vontade de sorrir, de conversar.
É horrível ver que você consegue fingir que está tudo bem e ninguém perceber o quanto as coisas vão mal.
É horrível precisar de colo, carinho, abraço.. E ter que fingir que não precisa.
É horrível não saber quem realmente são teus amigos.. E ver aqueles que só te procuram quando precisam.
É horrível ser sempre boa, meiga, sensível, sentimental...
É horrível querer fazer coisas que não posso fazer. Ter vontades que não podem ser sanadas.
É horrível se sentir excluída.
É horrível se apegar em pessoas que seguram tua mão por breves momentos... E depois vão embora.
Adoraria ser forte, não chorar, não ser sensível. Adoraria ser diferente, ter feito algumas escolhas diferentes, tomado caminhos diferentes.
Não me arrependo de nada que me trouxe até aqui. Tudo são consequências de minhas próprias escolhas, mas nem tudo está sobre o meu controle. As coisas mudam, o tempo todo. Mesmo quando não se quer.
Não sei em que ponto as coisas se tornaram tão confusas, tão fora do meu alcance. Mas sei o ponto onde elas vão começar a mudar. Só mais um passo pra frente...

domingo, 1 de janeiro de 2012

"Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar."


                                                       Caio Fernando Abreu