domingo, 18 de setembro de 2011


Eu me sinto tão "tanto faz" na vida das pessoas...

Porque, de verdade, ninguém precisa realmente de mim.
Meu pai tem a mãe, ela tem as outras filhas, os netos, tem os irmãos. Meus tios têm os filhos; e eu não tenho avós. Minhas irmãs têm os maridos/namorados, filhos e sobrinhos. Meu namorado tem a banda e os amigos, meus amigos antigos têm novos amigos.
Eu não tenho novos amigos, eu tenho notas baixas e nenhuma vontade de estudar. Eu machuco a mim mesma. Sinto que nunca sou boa o suficiente. Pra minha família, nada do que eu faço é bom o suficiente.
Eu vejo que sou facilmente excluída da vida das pessoas. Vejo que a minha presença não é necessária.
Não preciso nem me afastar muito pra perceber que tanto faz eu estar perto ou não.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Você pode conviver com milhões de máquinas e não sofrer nenhuma frustração, mas, se conviver com um ser humano, por mais que o ame, haverá decepções imprevisíveis e frustrações inesperadas."
                          
                                                                                        (Augusto Cury)

Às vezes, eu tento fugir de mim mesma.

Meus pensamentos tem a incrível capacidade de conseguir me destruir.

domingo, 4 de setembro de 2011

O que me faria feliz?

Férias prolongadas. Verão eterno. Praia. Bomba explodindo a escola. Não ter que estudar. Poder excluir do mundo todos que eu não gosto. Ser bonita. Ser mais baixa. Ficaria feliz se a família do meu namorado não me odiasse. Ficaria feliz em ter um namoro normal.
O que mais me faria feliz...
Mudar a rotina, ter amigos, sair mais de casa, me divertir. Ter um gato, meu pai se orgulhar mais de mim.
Ficaria feliz em não ficar todas as tardes sozinha e sem ter o que fazer. Ficaria feliz em mudar quem eu sou, e não fazer meu namorado me odiar por não ser muito compreensiva.
Ficaria feliz em chorar menos e em ser menos idiota.
Ficaria feliz em poder simplesmente jogar tudo pro alto, principalmente os estudos, e poder ser feliz.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ao passo que a sociedade avança, volta a regredir.


Um dos grandes avanços no Brasil, em relação ao preconceito contra a diversidade sexual das pessoas, foi a aprovação da lei que permite o casamento entre homossexuais. O tempo que se levou para que isso fosse possível, e toda a discussão, deu-se pelo fato do preconceito que, mesmo hoje, sendo um povo considerado "avançado", ainda existe. As pessoas tendem a julgar, não só pela sexualidade, mas por qualquer coisa que considerem "diferente". Julgam sem conhecer. Julgam pela cor, classe social, religião... Entre tantas outras coisas.
Umas das chagas da sociedade, é o excesso de julgamento, o excesso de diferenciação e cobrança de um estereótipo da sociedade. Um bom exemplo de estereótipo, são algumas religiões. Há aquelas que simplesmente excluem os homossexuais, porque não são considerados pessoas digna de Deus. E, consequentemente, influenciam todos os frequentadores a excluí-los também. Assim, conseguem fazer com que, até mesmo as crianças, quando se tornarem adultos sejam preconceituosos. Isso, faz com que a sociedade regrida. Quem foi mesmo que não permitiria a aprovação da lei para casamento homossexual? Essas religiões, que se consideram tão perto de Deus, mas excluem pessoas que, são como todas as outras, apenas resolveram gostar de alguém do mesmo sexo.
Então, além disso, você liga a televisão, e a mídia parece querer denegrir a imagem dos homossexuais, incentivar o preconceito, ou simplesmente resolvem fazer com que, aquele que é "diferente", seja assassinado brutalmente, pelo fato de ser assim.
As pessoas parecem não perceber que, de qualquer forma, somos todos iguais, somos todos humanos e todos temos sentimentos. Não importa a nossa sexualidade, a nossa cor, classe social, profissão, todos devemos respeitar e ser respeitados. O problema é que, o incentivo que vem da sociedade em que vivemos, nem sempre é uma boa coisa na qual se guiar.


*Texto enviado para o Desafio Guia do Estudante de Redação.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Eu sinto tanto a sua falta.


Bem, o que eu posso pensar acerca de uma pessoa que eu amo demais, mas que a dez anos não está mais presente? A minha vovó, que eu nem pude aproveitar por muito tempo, que me amava demais, que faria tudo por mim, que cuidava de mim, que me dava colo. A minha vovó.
Nossa, vó, você não sabe o quanto eu sinto a sua falta.
Às vezes eu me pego imaginando como seria se você estivesse aqui ainda... Pensando no que faria quando eu fiz quinze anos, pensando se sentiria orgulho de mim, se conversaria por tanto tempo comigo, como antes... Se me amaria.
Não parece justo que minhas irmãs tenham tido tão mais tempo com você do que eu. Parece errado. As lembranças que eu tenho, com o passar do tempo ficam cada vez mais difusas, parecem irreais... Eu sinto falta do seu colo, do seu riso, da sua preocupação conosco, do seu coração bom, da sua compreensão... Sinto falta de quando cozinhava pra mim, e passava a mão na minha cabeça. De quando cuidava do meu cabelo, e quando brincávamos com o Tiger. Até do Tiger eu sinto falta... Ele era meio bravo, eu lembro. Mas mesmo assim eu o adorava.
Sinto falta de coisas que não aconteceram também, como você na minha festa de seis anos, fazia tão poucos meses que tinha nos deixado... Agora, me vem à cabeça, a lembrança de você no hospital, e eu mostrando como tinha conseguido cortar o dedo no ventilador, e eu não consigo sequer lembrar do que você me falou naquele dia. Você não estava aqui quando eu fui pra escola pela primeira vez, não estava quando eu fazia as apresentaçõezinhas na escola, não estava no dia das vovós, eu não podia lhe contar sobre a escola, nem mostrar meus desenhos, ou sobre como o novo programinha na tv era legal. Você não esteve quando as coisas começaram a ficar difíceis na escola, quando meus amigos vinham aqui em casa, eu não podia te apresentar pra eles. Todos reclamavam das avós chatas, eu sentia a falta de você. Você não esteve quando eu viajei pela primeira vez com a escola, você não ficou esperando até o ônibus sair, pra abanar pra mim. Você não estava mais aqui pra me dar colo quando eu chorava, ou pra dizer que ia ficar tudo bem.
Não pôde me abraçar quando eu fiz quinze anos, e dizer que eu era seu orgulho. A Claudia disse que você teria orgulho de mim, queria ouvir isso, vindo de você, enquanto me abraçava.
Queria que você conhecesse o Ariel, e dissesse pra ele cuidar de mim, porque você não permitiria que me machucassem. Você veria o quanto eu o amo, e o amaria também. Eu sei disso. Queria que você estivesse aqui, pra cuidar de mim. Tenho certeza que, quando todos me virassem as costas, você estaria aqui, pronta pra me apoiar, me deixar chorar no seu colo, passar a mão no meu cabelo e dizer que 'tudo vai ficar bem'.
Ai vó, eu queria tanto ter lembranças mais nítidas... As manas lembram de muitas coisas, de maneiras exatas. Enquanto eu, eu só tinha cinco anos, e nem entendi direito o que aconteceu. Quando a mamãe perguntou se eu queria lhe ver naquela manhã, não pensei que você nunca mais fosse voltar. Não pensei que seria um adeus.
Poxa, você me faz tanta falta... Agora, eu olho pra mamãe brincando com a Natália e tenho inveja dela, porque ela tem o que eu queria ter até hoje: vovó.
Eu sei que você está bem agora, vovó. Que isso foi melhor do que ficar mal aqui, mais no hospital do que em casa. Mas eu não posso deixar de sentir a sua falta. Como quando somos crianças, e pensamos que, quem nos deixa, nos deixa pra morar no céu, com o papai do céu, ou vira uma estrelinha. Eu sei que você está cuidando de mim, sei que ainda me ama. Sei que está bem, e é isso que importa.
Mas, não consigo parar de pensar no tempo precioso que perdi, sem estar com você. Na minha mente de criança, você nunca me deixaria, vovó. Me perdoe por nunca ter passado tempo suficiente com você. Eu não sei se consigo me perdoar por isso. Não me perdoou por não lembrar de ao menos um dos versos que me ensinou, não consigo lembrar do som da sua voz, não me perdoou por não ter sido uma boa neta...
Mas saiba, vó, que eu nunca, nunca esquecerei de você, e do quanto eu te amo, do quanto você foi importante pra mim. Eu não quero pensar em quando você se foi, quero pensar no tempo que passamos juntas.
Eu te amo, vovó. Sempre vou te amar, mesmo que você não esteja mais presente.
E, quer saber qual vai ser o nome da minha filhinha, daqui uns dez anos? Manoela.É por você, vovó.
Amo você.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

♥


  


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Você já se sentiu partindo ao meio?

Ser deixado na escuridão, ser machucado, sentir-se perdido,
Ser chutado quando você está mal.
Sentir como se você estivesse sido empurrado para fora.

E não ter ninguém lá para te salvar. Estar no limite da razão, de quase explodir.
Não, você não sabe como é,
Bem-vindo à minha vida.

Você está preso em um mundo que você odeia?
Você está cansado de todos ao seu redor?
Com seus grandes sorrisos falsos e mentiras estúpidas,
Enquanto por dentro você está sangrando?